Webinar – SNAP: O processo de avaliação não funcional de software

As estimativas ou contratação baseados em pontos de função consideram que a medição dos requisitos funcionais na visão dos usuários de negócio fornece a unidade para ratear todos os custos ou horas investidos em seu atendimento. Portanto, aqueles elementos de projeto ou atividades, que não estejam diretamente relacionados aos requisitos funcionais, tem que ter o seu custo rateado entre aqueles elementos que podem ser medidos pela APF.
Isso promove o benefício de simplificar o trabalho de medição, que é um ônus já que não produz diretamente software, mas aumenta o risco do fornecedor que deve propor um preço ou uma quantidade de horas por pontos de função médio para um processo cuja dispersão é muito alta… É possível em um mesmo contexto encontrar taxas de entrega de 1 HH/PF e 100 HH/PF. Uma das consequências disso é exatamente prejudicar a agilidade na medição pelos sucessivos pleitos e divergências no sentido de medir elementos de projeto que não são diretamente relacionados aos requisitos funcionais.
Uma alternativa à esse modelo é medir de maneira direta elementos de projeto que contribuam para essa variabilidade e que no mundo do IFPUG chama-se de maneira generalizada de “Requisitos Não Funcionais”. Para fins de avaliar esses requisitos não funcionais, o IFPUG desenvolveu o SNAP – Processo de Avaliação Não Funcional de Software.
A apresentação abordará os seguintes tópicos:

1. Requisitos de software: a estratégia de classificação de software, produto e projeto

a. Custeio de software pela apropriação direta de custos com a medição de requisitos funcionais
b. A necessidade de ir além da apropriação indireta com a medição dos requisitos não funcionais
c. Uma solução que mede parte dos requisitos não funcionais em conjunto com a APF
d. Framework de Medição de Requisitos não Funcionais do IFPUG
e. O que é SNAP e o Ponto de SNAP (SP)

2. Uma visão geral do Framework de Medição e suas Categorias e Subcategorias

a. O que é uma Categoria no SNAP
b. O que é uma Subcategoria no SNAP
c. A estrutura do Framework de Medição
d. A associação entre os RNF e o Framework de Medição por meio do projeto (como)
e. O que é a Unidade de Contagem SNAP (SCU)
f. Outros requisitos que afetam o esforço, desconsiderados na medição

3. Objetivos e benefícios do SNAP

a. Os objetivos considerados na definição do SNAP
b. Os benefícios esperados com a utilização do SNAP

DATA E HORÁRIO
Dia: 21/03/2017(terça-feira)
Horário: 20h às 21h (horário de Brasília)
Duração: 1 hora; sendo 50 minutos de apresentação e os 10 minutos finais para os participantes interagirem com o palestrante com perguntas ao vivo.

Local: Web
Pré-requisitos: Não há.
Inscrição gratuita: https://goo.gl/xXd8dH

PALESTRANTE
Carlos Eduardo Vazquez Mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento, manutenção e gerenciamento de software, acredita que engenharia de requisitos e as tecnologias de medição de software são ferramentas-chave para alcançar os objetivos de negócios através da tecnologia.
Usuário de análise de pontos de função desde 1991, instrutor desde 1993, certificado especialista em pontos de função (CFPS) pelo IFPUG desde 1996 e pelo COSMIC desde 2012. Em ambas as certificações, foi um dos primeiros brasileiros a obtê-las. Em 2001, foi coautor do livro APF: Medição, Estimativas e Gerenciamento de Projetos de Software, atualmente em sua 13ª edição, com mais de 13.000 exemplares vendidos e o principal livro de referência sobre o assunto no Brasil. Em 2016, foi coautor do livro “Engenharia de Requisitos: Software Orientado ao Negócio” e tornou-se um profissional certificado em engenharia de requisitos pelo IREB.
Primariamente, é um profissional orientado a negócios e resultados pragmáticos, mas com experiência acadêmica devido ao cargo de professor substituto na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) em 1998. Iniciou sua carreira como consultor de TI da Unisys, na época um dos principais players no mercado de TI corporativo brasileiro. Fundador da FATTO Consultoria e Sistemas e atuado nas principais empresas dos ramos bancário, petróleo, comunicações, transporte, logística e seguros, assim como na administração pública. coordena pesquisa e desenvolvimento de conteúdo para serviços educacionais e de consultoria. Ele também é consultor de gerenciamento de TI e é encarregado de uma equipe de especialistas em métricas de software e engenharia de requisitos.

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